Coagulação sanguínea

Todos os dias ocorrem pequenos sangramentos no nosso corpo. Na maioria das vezes, estas pequenas hemorragias são resolvidas pelo próprio organismo com facilidade.

Existem dois tipos de hemorragias, as externas, quando a lesão do vaso sanguíneo provoca um extravasamento de sangue para o exterior do corpo humano, e as internas, quando o sangramento ocorre no interior do corpo.

A coagulação sanguínea consiste na transformação do sangue líquido num gel sólido, designado de coágulo sanguíneo ou trombo, com o objetivo de parar uma hemorragia.

Mas de que forma é que isso acontece? Como é que o sangue passa de uma consistência fluída para uma consistência gelatinosa?

Uma vez que o sangue circula dentro de vasos sanguíneos, uma hemorragia ocorre quando a parede de um vaso sanguíneo é danificada.

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A parede interna dos vasos sanguíneos (endotélio) contém uma proteína designada de colagénio. Quando existe uma lesão e o colagénio fica exposto, as plaquetas são ativadas e vão iniciar a sua função na formação do tampão plaquetário.

O tampão plaquetário consiste num aglomerado de plaquetas que se forma em torno do local da lesão no vaso sanguíneo.

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Quando se trata de hemorragias pequenas, o tampão de plaquetas pode ser suficiente para parar a hemorragia. No entanto, por vezes ele apenas dá um contributo inicial e é necessário continuar o trabalho até parar a hemorragia.

É aqui que se inicia a cascata da coagulação.

A cascata da coagulação

Como referido acima, o objetivo da cascata da coagulação é transformar o sangue num gel com consistência gelatinosa para parar uma hemorragia.

Na verdade, este coágulo sanguíneo irá reforçar o tampão de plaquetas.

O termo cascata é utilizado porque existe uma sucessão de acontecimentos (reações químicas) até à formação do coágulo final.

Os principais intervenientes na cascata da coagulação são os fatores de coagulação.

Os fatores de coagulação são proteínas presentes no sangue.

Existem vários fatores de coagulação, sendo classificados numericamente através da numeração romana.

– Fator I  (Fibrinogénio)
– Fator Ia (Fibrina)
– Fator II (Protrombina)
– Fator IIa (Trombina)
– Fator VII
– Fator III (Fator tecidual)
– Fator IV (Cálcio)
– Fator V
– Fator VI
– Fator VIII
– Fator IX
– Fator X
– Fator XI
– Fator XII
– Fator XIII

De uma forma muito simples o que acontece em cada etapa é que um fator na sua forma inativa é ativado e convertido numa enzima (substância química) capaz de atuar e permitir a passagem para o patamar seguinte. Ou seja, todos os fatores são necessários para que a cascata chegue ao fim.

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No final, depois de todos os fatores de coagulação terem sido ativados, vamos ter um coágulo sanguíneo reforçado por uma substância chamada fibrina que tem o aspeto de uma rede. A fibrina permite fazer um reforço bastante eficaz do coágulo sanguíneo impedindo que o sangue continue a sair para o exterior do vaso sanguíneo.

Referências bibliográficas

D16

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