Tratamento adaptado

Atualmente, a profilaxia personalizada assume um papel preponderante no controlo da hemofilia. As evidências recentes demonstram que a administração de fator de coagulação baseada apenas no peso corporal é desajustada e nem sempre permite suprir as necessidades das pessoas com hemofilia.

Assim, cada vez mais se investe no tratamento personalizado e adaptado.

O tratamento personalizado permite determinar a necessidade de fator de coagulação face às características individuais de cada pessoa, como a gravidade da hemofilia, o peso corporal, a adesão à terapêutica, o estado dos sistemas muscular e articular e a resposta do organismo de cada pessoa ao fator de coagulação (farmacocinética).

Quando se fala em tratamento adaptado, focam-se aspetos mais individuais e mais práticos, sejam eles as atividades e rotinas diárias, a profissão ou a frequência com que pratica atividade desportiva.

Para ajudar a compreender a diferença entre os aspetos que são abordados no tratamento personalizado e os aspetos que são tidos em conta no tratamento adaptado, vejamos um exemplo.

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Dois indivíduos – A e B – com hemofilia grave, ambos com o mesmo peso corporal, ambos sem doença articular ou muscular e ambos ativos fisicamente. Aparentemente, fariam um esquema igual ou semelhante de administração de fator de coagulação.

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Contudo, outras particularidades individuais devem ser consideradas. Mantendo as mesmas condições, vamos supor que o indivíduo A pratica desporto de manhã e o indivíduo B pratica desporto ao início da noite, facilmente conseguimos perceber que farão esquemas de administração diferentes, de acordo com os horários em que praticam atividade desportiva. 

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Outro aspeto que deve ser considerado na definição do esquema de administração de fator de coagulação é a profissão.

Vejamos outro exemplo, mantendo ainda os fatores comuns entre os indivíduos A e B referidos acima:

  • O indivíduo A é estudante e o indivíduo B é carpinteiro.
  • O indivíduo B necessitará de um esquema de administração de fator mais ajustado à sua profissão já que, teoricamente, terá maior risco de hemorragia espontânea comparativamente com o indivíduo A.
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Ainda relativamente à profissão, existem outras questões mais específicas a ter em conta, como o horário em que trabalham. Vejamos os mesmos indivíduos, A e B, mas neste exemplo têm também a mesma profissão. No entanto, o A trabalha durante o dia e o B trabalha durante a noite. Neste caso, a administração de fator de coagulação deverá ser feita de acordo com os seus horários de trabalho.

O principal objetivo desta adaptação dos esquemas de administração de fator de coagulação ao quotidiano de cada pessoa é a melhoria da qualidade de vida, permitindo que as pessoas com hemofilia não tenham que restringir uma parte significativa das suas atividades.

Para o sucesso da terapia é extremamente importante uma aprendizagem gradual sobre as necessidades individuais e uma parceria com o médico no sentido de optimizar e especificar o tratamento o máximo possível.

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Referências bibliográficas

D22

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